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Administrando uma crise financeira

A prevenção, por meio do planejamento, ainda é a melhor arma contra a crise financeira. Mas, uma vez instalada, deve-se buscar uma solução o mais rápido possível.
Quanto mais tempo se levar para resolver, menores se-rão as chances de sucesso, segundo os especialistas.
Veja outros conselhos:
O saneamento financeiro começa com um diagnóstico da situação atual e das perspectivas no futuro.
Responda:1 .
Qual é o problema financeiro?
Como chegou a essa situação?
2 . Qual é a renda efetiva e como ela será num futuro próximo, (não considere imprevistos)?
3 . Qual é o orçamento de gastos e como eles serão num futuro próximo, desconsiderando-se ocorrências imprevisíveis?
4 . Existem gastos exagerados, desproporcionais?
5 . Quais são as dívidas?
6 . Qual o peso dos juros no total dos gastos?
Respondidas essas questões, faça um orçamento mensal para os próximos 12 meses.
Para o mês em curso, essa projeção pode ser semanal (e até diária, se a situação financeira estiver muito difícil), de modo que se verifique a cada passo o cumprimento do orçamento e sejam feitas correções, caso necessário.
As soluções para uma crise financeira passam, obrigatoriamente, por um aumento da renda ou uma diminuição das despesas, ou ainda uma combinação das duas coisas.
Lembre-se que fazer uma dívida maior com juros menores pode resolver a crise, mas não soluciona suas causas.
O orçamento tem que comportar a nova prestação pelo prazo em que ela durar sob pena de a crise voltar ainda mais forte.
Para encontrar as soluções, responda:
1 . Qual a solução ideal para a crise?
Qual é a solução possível?
2 . Existe um meio-termo entre as duas?
3 . A solução a ser adotada é arriscada? É flexível?
4 . Se existe mais de uma solução, qual delas deve ser escolhida?
Trabalho extra por um período (aumento da renda) pode ser uma boa solução, principalmente se feito em casa (pela economia de tempo e de custos com deslocamento e alimentação).
Se a renda não puder ser aumentada ou o aumento for insuficiente, é imperativo reduzir despesas.
Comece cortando, pela ordem:
1 . Gastos financeiros: juros, multas atrasadas, excesso de tarifas bancárias (tenha apenas uma conta).
2 . Desperdícios e gastos supérfluos: substitua o lazer pago pelo gratuito, reduza a conta do salão de beleza, etc.
3 . Se for insuficiente, faça mudanças estruturais, começando pelas adjetivas: troque um carro caro por outro mais barato, compre roupa apenas nas liquidações.
4 . Não hesite em fazer mudanças substantivas: troque o carro pelo ônibus, deixe de comprar roupas por um período – lembre-se que, quanto mais efetivo for o corte, menos tempo se levará para recuperar o padrão de vida anterior à crise (desde que um padrão de vida incompatível com a renda não tenha sido o causador da crise).
5 . Dirija seus esforços aos gastos realmente significativos.
Lembre-se de que economizar não significa cortar plano de saúde e sim resistir ao carro novo, à roupa da vitrine, etc.
Reduza ao máximo o pagamento de juros – pesquise, visite os bancos e financeiras, troque dívidas com prazos mais curtos e juros maiores por outras de maior prazo, desembolso mensal e juros menores.
Se seu nome já foi incluído em um cadastro negativo, busque negociar a redução do valor do débito e um cronograma de pagamento que possa ser cumprido
(veja na edição 104 JORNAL DO SENADO, de 12/12/2005, como "limpar" seu nome e sair das listas de restrições).

inadimplência das pessoas físicas cresceu 2,3% em setembro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2006, e as dívidas com bancos respondem por 31,9% dos casos, segundo pesquisa da Serasa.
No entanto, o que os números não apontam é que, além das dívidas, uma crise financeira pode causar depressão, ansiedade, doenças e brigas em família.
Veja nesta edição os conselhos dos consultores financeiros para sair do problema.

Serasa Alameda das Quinimuras, 187 - Planalto PaulistaSão Paulo (SP) CEP 04068-900(11) 3373-7272www.serasa.com.br

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AM (92) 621-3500
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